30 junho 2020

Firmados no Evangelho de Cristo

"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo." (Gálatas 1:6-7).

Paulo estava perplexo, como é que alguns cristãos das igrejas na região da Galácia, estavam a acolher as heresias dos falsos profetas. Deus chamou e salvou aqueles cristãos pelo evangelho da graça e agora parece isso não lhes chegava. "Evangelho" significa boas novas, as boas notícias que Cristo morreu e ressuscitou por nós. Àqueles tristes cristãos não lhes chegava a graça divina e estavam a dar ouvidos a outro evangelho, que de boas notícias nada tinha, porque escravizava em vez de libertar. 

Não nos espanta que existam falsos profetas e ensinos errados, o que revolta é ver cristãos que são enganados tão facilmente e se esquecem do verdadeiro evangelho. O evangelho é a verdade revolucionária de que só salvos pela graça abundante de Deus. Venha quem vier, fiquemos firmados neste evangelho, o único que tem poder para salvar todo aquele que crê (Rm 1:16).

02 maio 2020

O cristão é um "morto-vivo"

"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?" (Lucas 9:23-25).

Ser cristão é ser discípulo de Cristo. O discípulo não é apenas um mero seguidor de Cristo, é alguém que se considera um "morto-vivo". O paradoxo cristão é que só se começa a viver quando se morre para si próprio. Muitas pessoas dizem ser cristãos evangélicos mas não estão dispostos a morrer para o seu "EU" e não evidenciam a vida de Cristo. Nota-se isso pelas suas escolhas, carácter, palavras, atitudes.

Que importa ter muito dinheiro, um bom emprego, posição social, bens materiais, boa família e estar longe de Deus e da Sua vontade? Para que servem as grandes conquistas neste mundo e perder-se por toda a eternidade? O significa o nosso pouco tempo aqui comparado com o porvir?

Sem a renúncia contínua e diária do nosso "EU" não haverá crescimento espiritual: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9:25). Tomar a cruz é amar a Deus acima de todas as coisas. É não confiar na nossa religiosidade, capacidade, obras, realizações. Sem Cristo nada somos, nada temos, nada podemos fazer. Com Cristo, tudo (Fl 4:13).

03 fevereiro 2020

A alegria do Senhor é a nossa força

"Esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força." (Neemias 8:10)

Como qualquer outra pessoa, o cristão tem dias alegres e outros tristes. Neemias era um líder que encorajava aqueles que estavam à sua volta a alegrarem-se no Senhor. Os israelitas estavam tristes por terem andado tanto tempo longe de Deus e da Sua vontade. Agora, que O Senhor os tinha trazido de volta do exílio babilónico e ajudado a reconstruir o muro em Jerusalém, era tempo de se alegrarem no Senhor.

A verdadeira alegria está e vem do Senhor. Quando reconhecemos os nossos pecados, Deus dá-nos a alegria do seu perdão. Existem tantas alegrias fúteis neste mundo que nos cansam e esgotam, mas a alegria de Deus renova-nos e dá-nos força para continuar. Não precisamos andar a sorrir todos os dias, mas podemos contar com a alegria de Deus todos os dias. O prisioneiro Paulo disse aos filipenses para se regozijarem sempre no Senhor (Fp 4:4). Sentes-te triste e cansado? A alegria do Senhor é a tua força.

17 janeiro 2020

"Senhor, ensina-me a orar!"

"E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos." (Lucas 11:1)

Existem algumas conclusões que podemos tirar do pedido do discípulo de Jesus acerca da oração:

A primeira advém do facto de os discípulos terem visto Jesus a orar. É um grande mistério para nós entender plenamente porque é que Jesus precisava orar, mas Ele orava. Jesus orava para que os seus discípulos orassem também. Jesus é o nosso grande exemplo de oração. Assim como Jesus orava, nós também precisamos orar.

A segunda conclusão está relacionada com a aprendizagem na oração. Jesus sabia ensinar sobre oração porque conhecia o valor da oração. Mais do que um ritual, a oração é uma prática com princípios espirituais. A oração é comunhão com Deus, pressupõe adoração, dependência, confissão e fé no Pai celestial. Aprende-se a orar, orando.

Em terceiro lugar, Jesus não ignorou nem censurou o pedido do discípulo. Jesus estava disposto a partilhar os "segredos" da oração. Oramos pelo exemplo de Jesus, com os princípios de Jesus e em nome de Jesus. A oração boa é a que glorifica Deus e nos quebranta. Além disso, podemos continuar a contar com as Suas orações, porque Ele intercede por nós (Hb 7:25).

"Senhor, ensina-me a orar!"

08 janeiro 2020

Tornai para mim

"Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tornai para mim, diz o Senhor dos Exércitos, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos." (Zacarias 1:3).

Alguns do povo de Israel estavam a retornar do cativeiro da Babilónia. Tinha-se passado uma geração e muitos judeus tinham morrido na Babilónia. Escrevendo à segunda geração, o profeta Zacarias diz que "O Senhor tem estado em extremo desgostoso com vossos pais" (v.2). Os antepassados israelitas tinham escolhido desobedecer e andar longe do Senhor, agora era tempo da nova geração retornar à terra santa, mas especialmente ao Deus Santo.

A grande lição da história é que precisamos aprender com a história. Não repetir os erros dos nossos pais. Deus espera que os seus filhos desejem relacionamento com Ele. Mesmo para aqueles que andam mais afastados é possível o retorno. Na Sua misericórdia e amor, se nos arrependermos, Deus recebe-nos como estamos. Quem se volta para Deus, Deus faz-se presente.

03 janeiro 2020

O outro caminho

"E, sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho" (Mateus 2:12).

Os magos que vieram do Oriente perguntaram a Herodes onde estava o Rei dos Judeus, pois queriam adorá-lo. Herodes ficou muito preocupado ao ouvir que tinha nascido um novo Rei e convocou os religiosos judaicos para inquirir onde ia nascer esse Rei. Eles, conhecendo a profecia de Miqueias (Mq 5:2), responderam que seria em Belém. O Rei Herodes disse aos magos para irem lá e quando retornassem, contarem-lhe onde estava o Rei, pois também o queria adorar. Obviamente que a intenção de Herodes não era adorar Jesus, mas matá-lo.

Quando retornaram à sua terra, os magos foram avisados por Deus para escolherem outro caminho. O "outro caminho" é o caminho da revelação de Deus, da vida e da bênção. Seguir por este caminho até pode implicar desobediência civil mas é o caminho da obediência a Deus. É na medida que adoramos e servimos a Jesus e vivemos na Sua comunhão, que recebemos respostas e orientações específicas. O outro caminho é o caminho do Rei Jesus, porque Ele próprio é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14:6).

05 dezembro 2019

Deus faz-nos bem

"Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre?"
(Salmo 13:1)

"Até quando?" Pergunta David quatro vezes neste Salmo. É um pungente grito de pedido de ajuda. Quando o tempo adensa o nosso desânimo, parecendo que Deus nos abandonou, sentimos uma extrema tristeza e orfandade. O cristão também se entristece, fica deprimido e sofre. Mas este Salmo, como muitos outros, tem uma grande reviravolta. David ora para que os seus chorosos olhos sejam limpos pela luz do Senhor. Os sons da alegria celestial ecoam no coração, como resultado da oração confiante na benignidade do Senhor. Deus socorre-nos, salva-nos e alegra-nos porque Ele é bom e faz-nos bem.

Quando confiamos em Deus e na sua salvação, a alma aquece e alegra-se. Um canto brota no tempo presente, porque se pensarmos bem, parecendo ausente, Deus sempre está presente e tem nos feito muito bem.

20 novembro 2019

Tempo para edificar

"É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta?" (Ageu 1:4).

Muitos judeus já tinham retornado do cativeiro que foram sujeitos durante 70 anos na Babilónia. Agora, estavam empenhados em construir, reparar e adornar as suas casas. O profeta Ageu é usado por Deus para lhes lembrar da necessária reedificação do templo do Senhor. A exortação é dirigida em primeiro lugar aos líderes de Judá: Zorobabel, o governador e a Josué, o sumo sacerdote.

As prioridades trocadas na nossa vida causam-nos muitos problemas e embaraços. Não é errado cuidar das nossas casas e famílias, o mal é quando isso nos desvia da adoração e do serviço ao Senhor. Os líderes têm responsabilidade acrescida na casa do Senhor, por isso devem ser os primeiros a dar o exemplo buscando e servindo a Deus em primeiro lugar. Hoje continua a ser tempo de reconstrução e edificação, para a glória de Deus.

12 novembro 2019

O Senhor Deus não muda

"Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos." (Malaquias 3:6).

Ao contrário dos Levitas, que estavam sempre mudar, Deus é uma Pessoa que não muda. Somos seres instáveis e, à semelhança do povo de Israel, mudamos muitas vezes para pior escolhendo comportamentos pecaminosos. Mas Deus permanece o mesmo na sua santidade, pureza, amor e justiça. A imutabilidade de Deus é garantia de confiança.

No meio de tanta instabilidade humana, perante as muitas mutações emocionais e espirituais, é bom saber que há um Deus que não muda. A estabilidade que encontramos em Deus dá firmeza e segurança nesta vida. A única razão porque a humanidade não está toda destruída é porque a natureza de Deus e as suas promessas são imutáveis.

08 novembro 2019

Servir a Deus ou aos deuses?

"Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egipto, e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor." (Josué 24:15).

No livro de Josué lemos acerca da ocupação da terra de Canaã, que foi dada por Deus ao povo de Israel. Embora ainda faltasse conquistar algumas terras, nesta altura, a maior parte já estava ocupada. Josué estava velho e perto da morte. Neste capítulo 24 Josué reuniu o povo para renovar a aliança de Deus com Israel e reafirmar a sua confiança em Deus.

Temer ao Senhor e servi-lo com sinceridade e verdade implica eliminar os deuses que procuram alojar-se no nosso coração. Não podemos servir a dois senhores, "porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro" (Mateus 6:24). Não podemos servir a Deus e aos deuses ao mesmo tempo. A escolha de servir somente O Senhor Deus é pessoal mas afecta a família, a igreja e até as nações.

O Deus de Josué é o nosso Deus. Somos responsáveis por incentivar e ajudar a nossa família a adorar e a servir a Deus. Cristo derramou o sangue da nova aliança para que, eu e a minha casa, sirvamos ao Senhor.

31 outubro 2019

O dia do julgamento está perto

"O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito a voz do dia do Senhor; amargamente clamará ali o homem poderoso." (Sofonias 1:14).

Sofonias começa com o prenúncio do julgamento do Senhor: "Inteiramente consumirei tudo sobre a face da terra" (v.2). Nos versículos seguintes, Deus avisa que exterminará homens, animais, aves e os peixes. Julgará o povo de Israel e os que todos os que não buscam ao Senhor e vivem na idolatria, longe de Deus. Configura-se um quadro aterrador, que de facto é.

Os profetas do Antigo Testamento são talvez os livros bíblicos mais incómodos de serem lidos, especialmente para a nossa geração que não admite nenhum tipo de julgamento e recriminação. Detestamos ser julgados, repreendidos e confrontados com os nossos erros. Mas o juízo do Senhor virá, independentemente de crermos, aceitarmos ou concordarmos com isso.

O dia do terrível juízo final está hoje ainda mais perto do que no tempo de Sofonias. O alerta para que nos arrependamos dos nossos pecados e busquemos O Senhor é ainda mais necessário e urgente.

08 agosto 2019

Com Jesus nada devemos temer

"Sou eu; não temais." (João 6:20)

A noite estava a começar. Os discípulos de Jesus entraram no barco e atravessaram o Mar da Galileia em direcção a Cafarnaum. Jesus não estava fisicamente com eles porque tinha-se retirado para o monte, provavelmente para orar. De repente o mar enfureceu-se, um grande vento se levantou e o barco baloiçava perigosamente. No meio daquela terrível situação, viram Jesus andando sobre o mar e vinha ao encontro deles. Gritaram de medo. Porém, Jesus aquietou-os dizendo: "Sou eu; não temais". Jesus entrou no barco, eles sossegaram, e depressa chegaram a terra.

Há tantas coisas nesta vida que nos inquietam e perturbam. Algumas vezes somos como os temerosos e incrédulos discípulos de Jesus. Como lidar com as circunstâncias agitadas desta vida? Confiar que Jesus está a orar por nós. Saber que Ele conhece a nossa situação. Crer que Ele vem na nossa direcção. Nem sempre é tempo do mar serenar, mas é sempre tempo de confiar em Deus. Ele promete estar connosco. Com Jesus nada devemos temer.

02 agosto 2019

Enquanto é tempo, crer nas Boas-Novas

"Eis sobre os montes os pés do que traz boas-novas, do que anuncia a paz!" (Naum 1:15).

Tinham-se passado cerca de 150 anos desde a pregação de Jonas. O povo de Nínive tinha retornado à idolatria e à arrogância de pensar que se pode viver sem Jeová. Mais uma vez O Senhor envia um dos seus profetas - Naum, para pregar o julgamento e a iminente destruição da cidade e exortá-los ao arrependimento. "O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em força e ao culpado não tem por inocente" (v.3).

Devemos ser gratos a Deus pelos mensageiros que Ele nos envia com o Evangelho das boas-novas, para que nos arrependamos. Algumas vezes são pregadores ou amigos, outras vezes, Deus usa livros, devocionais, circunstâncias difíceis e contrariedades. Infelizmente, os ninivitas não deram ouvidos à advertência de Naum e a cidade ficou debaixo do domínio babilónico. Existe um tempo de misericórdia que Deus nos concede para que nos arrependamos, mas se isso não suceder, assim como o povo ninivita foi destruído, a nossa vida será igualmente uma miséria desgraçada. É melhor crer e obedecer ao Evangelho da graça.

12 julho 2019

Ouvir com muita atenção

"Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, em tua plenitude, e seja o Senhor Jeová testemunha contra vós, o Senhor, desde o templo da sua santidade." (Miqueias 1:2).

A Palavra de Deus veio a Miqueias para alertar e despertar o povo em Israel para se voltar para O Senhor. O profeta ouviu e transmitiu a Palavra para que outros a ouçam. Nós também recebemos a Palavra de Deus para que ela seja espalhada e disseminada. A mensagem de Miqueias é um alerta acerca do juízo do Senhor, mas também infunde esperança pelo prenúncio do Messias que virá (Mq 5:2-4).

A Palavra é para ser escutada com muita atenção - "Ouve... presta atenção". Ouvir não somente com os ouvidos, mas com o coração para que a vontade de Deus fique bem inculcada e produza fruto espiritual. Ouvir com muita atenção para guardar. Ouvir para obedecer. Devemos ser gratos a Deus pelas suas advertências e por aqueles que fielmente nos falam e explicam a Palavra do Senhor.

04 julho 2019

Viver e partilhar a mensagem da graça

"E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: 'Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.'" (Jonas 1:1,2)

A história de Jonas é maravilhosamente perturbante. Deus chamou um homem racista, preconceituoso, arrogante e impiedoso para pregar o arrependimento na grande e terrível cidade de Nínive. Na sua loucura, Jonas ainda tentou fugir de Deus e da Sua vontade e meteu-se num barco que ia na direcção contrária a Nínive. Mas fugir de Deus é um disparate. Na sua soberana misericórdia, Deus enviou vento, tempestade, revolveu o navio e incomodou os marinheiros para que Jonas acordasse da sua rebeldia e obstinação. Enviou um grande peixe que primeiro tragou Jonas e depois vomitou-o numa praia.

Os ventos contrários que sopram sobre nós são para voltarmos para o centro da vontade divina. Somos muito parecidos com o casmurro e desobediente Jonas. Assim como Deus não desistiu de Jonas, também não desiste de nós. Deus manda aos seus filhos que vivam e partilhem a mensagem de arrependimento. Como o livro demonstra, Jonas era o primeiro a precisar da graça transformadora de Deus.

30 março 2019

Deus usa quem Ele quer

"As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Tecoa, o que ele viu a respeito de Israel, nos dias de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto." (Amós 1:1)

Amós era um agricultor e pastor de ovelhas em Tecoa, na Judeia. Não sendo de linhagem sacerdotal ou profética, Deus chama-o com a missão de profetizar o juízo que viria sobre Israel, Judá e as nações vizinhas. O livro de Amós foi escrito provavelmente entre 760 e 753 AC. É uma convocação ao arrependimento e à obediência a Deus. Também é um texto de denúncia religiosa, social, política e um clamor por justiça e equidade. O terremoto mencionado neste primeiro versículo aconteceu no reinado de Uzias e é aludido por Zacarias (Zc 14:5).

Com Amós percebemos que Deus levanta quem Ele quer para anunciar os seus juízos e realizar a sua obra. Sejam pobres ou ricos, indoutos ou doutorados, Deus continua hoje a usar pessoas para a Sua glória.

29 março 2019

Sede de Deus

"Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?" (Salmo 46:1-2).

Nascemos secos no espírito e andamos com a alma ressequida. O salmista diz que a sua alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Jesus daria a resposta ao salmista e a todos os que andam espiritualmente sequiosos: "Se alguém tem sede, que venha a mim e beba" (João 7:37). Ir a Jesus implica desprender-nos de nós próprios, dos nossos interesses, do nosso egoísmo, largar o pecado e crer verdadeiramente naquilo que Ele é e naquilo que Ele realizou e quer fazer em nós. Jesus revigora e renova a nossa vida e refresca a nossa alma cansada.

O convite do Messias traz consigo a promessa: "Quem crê em mim, rios de água viva correrão do seu ventre" (João 7:37). A água viva que brota de Jesus não é só para saciar a nossa sede, é para que transborde até aos outros que estão a morrer de sede. As lágrimas não nos matam a sede. Não existe outra pessoa nem coisa que pode saciar a nossa sede espiritual. Quem tem sede de Deus, vá a Jesus e creia nele.

28 fevereiro 2019

Nada nos poderá calar

"Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido." (Actos 4:20)

Logo no início da Igreja, as autoridades ordenaram aos Apóstolos que não falassem e nem ensinassem mais no nome de Jesus (Actos 4:18). Mas os discípulos não podiam parar de falar do que tinham visto e ouvido. Jesus tinha sido morto e eles tinham-no visto vivo. Jesus tinha ressuscitado e o Espírito Santo tinha enchido os seus corações. Açoitaram-nos e ameaçaram-nos muito mas o Evangelho foi anunciado.

Hoje muitos continuam a querer calar o Evangelho. Agora, como outrora, quanto mais tentarem calar as boas novas, mais elas se ouvirão. O poder e a força do Evangelho é maior do que todos os poderes deste mundo. O Evangelho de Jesus Cristo continua a salvar, a libertar e a transformar vidas. Nada, nem ninguém o poderá calar.

"E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" Actos 4:35).

26 fevereiro 2019

Devocional Bíblico diário?

"Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, rocha minha e libertador meu!" (Salmos 19:14).

Alguns pessoas podem inquirir qual a relevância de meditar na Bíblia todos os dias. David dá neste Salmo 19 algumas respostas. A primeira está no v.7, quando esclarece que a Lei de Deus é perfeita e ela revigora e fortalece a alma. Este mundo cansa-nos e nenhum cristão resiste espiritualmente muito tempo se não meditar nos justos preceitos do Senhor. A segunda razão é que os decretos do Senhor são dignos de confiança, eles são justos e verdadeiros (v.8 e 9). O relativismo causa dúvida, inquietação e temor, a Palavra dá paz e segurança. A terceira razão é que a meditação das palavras divinas expõe os nossos erros (v.12-13) e revelam a salvação, libertação e firmeza que há no Senhor.

O desafio da meditação não é esvaziarmos a mente, não é meditar no abstracto, nem é "canalizar boas energias", mas meditar em Deus e na Sua Palavra. Na nossa experiência diária, O Senhor quer que nos firmemos nele e confiemos na sua salvação e libertação. Por estas e por outras, é que a meditação bíblica é fundamental na nossa vida.

20 fevereiro 2019

A ti clamo Senhor

"A ti, ó Senhor, clamo, porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do campo." (Joel 1:19).

O profeta Joel era filho de Petuel. Alguns estudiosos defendem que este livro foi escrito no final da era monárquica por volta do ano 835 AC, outros inserem-no no período pós-exílio da Babilónia, cerca do ano 400 AC. Joel começa por descrever um quadro de seca, fome e desolação. A lagarta, o gafanhoto, a locusta e o pulgão atacaram e destruíram as colheitas de Judá. Esta miséria era resultado do pecado de Israel e por isso Deus iria intervir. As pragas representavam a grande calamidade que estava para acontecer: "O dia do Senhor está perto e virá como uma assolação do Todo-Poderoso" (Jl 1:15).

O profeta convoca os sacerdotes e todo o povo ao arrependimento, ao jejum e a clamarem ao Senhor. A mensagem de arrependimento deve ser anunciada a todas as gerações (v.3). O grande dia do juízo final está próximo. Jesus é o único que nos pode livrar da ira futura de Deus que há-de vir (1Ts 1:10). Jesus é o único que nos pode salvar (At 4:12).