21 novembro 2017

O orgulho mata

"A soberba do teu coração te enganou" (Obadias 1:3a).

O mais pequeno livro da Bíblia descreve a conflitualidade que persistia nos descendentes dos dois filhos de Isaque: Jacó e Esaú. Os edomitas eram descendentes de Esaú e a sua capital era Petra, na actual Jordânia. Era uma cidade edificada em altos rochedos, de difícil acesso. Como estava na confluência de importantes rotas comerciais, os edomitas fortaleceram-se e enriqueceram. Obadias expõe o desprezo que os edomitas tinham votado os seus irmãos, descendentes de Jacó, quando eles precisaram de ajuda (v.10-14). Nunca fiquemos contentes com as dificuldades dos nossos irmãos. Resumindo, os edomitas eram um povo forte, próspero e com uma profunda soberba entranhada no coração.

A profecia de Obadias acerca do juízo divino contra este povo orgulhoso cumpriu-se na sua totalidade. Os edomitas foram conquistados e destruídos. A arrogância, a soberba e a indiferença que se alojem no nosso coração, não só nos enganam, mas arruínam a vida. Oremos e ajudemos os nossos irmãos. É melhor confiar e depender do Senhor Deus do que do nosso coração. "O reino será do Senhor" (Ob 1:21).

20 novembro 2017

Saber falar, saber calar

"Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida." (1 Timóteo 1:5).

Os cristãos evangélicos, ou protestantes, são conhecidos pelas suas muitas controvérsias e discussões. Muitas delas são efémeras e dispensáveis, mas outras são necessárias. O Apóstolo Paulo deu algumas instruções a Timóteo no sentido de advertir os crentes a guardarem o ensino doutrinário bom e a evitarem os assuntos e discussões inúteis, que não promovem a edificação da obra de Deus (v.4; 6). Não nos podemos calar no que concerne à defesa da fé e da doutrina bíblica, mas devemos aprender a calar-nos em questões insignificantes e não essenciais. Quem ama sabe quando deve falar e quando deve estar calado. O objetivo do mandamento primordial é que nos amemos uns aos outros, com um amor que brota de um coração puro, de uma consciência limpa e de uma fé verdadeira. Quem vive na fé autêntica de Cristo, ama o seu irmão e anda de boa consciência. Sabe falar, sabe calar.

18 novembro 2017

Ele é mais forte do que eu

"E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias." (Marcos 1:7).

O Evangelho de Marcos começa com a história resumida de João Baptista, o percursor de Jesus. Os profetas tinham predito que uma voz iria clamar no deserto e prepararia o caminho do Messias (Is 40:3; Ml 3:1). João Baptista foi esse homem bizarro. O seu púlpito era o deserto, pregava que todos se deviam arrepender dos seus pecados, baptizava os arrependidos, vestia-se de forma estranha e comia gafanhotos com mel. Mas aquele que foi o maior dos profetas sabia que, Aquele que viria após ele, seria incomparavelmente superior. Nestes tempos em que se cultua tanto o EU e a personalidade, mesmo nos círculos religiosos, João tinha a percepção clara da sua fraqueza e indignidade. O orgulho é incompatível com o cristianismo. Quando se vive, anuncia e prega as boas novas de Cristo, deve estar sempre presente o desejo joanino: "É necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30). Jesus Cristo é muito mais forte do que eu.

17 novembro 2017

Alinhados com a vontade de Deus

"Assim fizeram os filhos de Israel; conforme tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim o fizeram." (Números 1:54).

O livro bíblico de Números começa com a contagem e o recenseamento do povo de Israel. J. W. Scott alerta para a aparente contradição de Davi ter sido censurado e castigado por ter feito um recenseamento (2Sm 24 e 1Cr 21) e Moisés não. A diferença está na origem desta contagem. A motivação da contagem efectuada por Moisés veio de Deus e a de Davi veio do orgulho do seu coração. Duas coisas idênticas podem ter origem e motivações muito distintas. Quando fazemos aquilo que o Senhor nos ordena há bênção, quando insistimos em dar lugar ao nosso egotismo e egomania, as consequências são sempre más. Quando o povo de Israel obedeceu a Moisés estava a obedecer a Deus, porque Moisés estava alinhado com a vontade do Senhor. Esta é a mais importante lição para a liderança cristã: estar e andar submisso a Deus e à Sua vontade revelada.

16 novembro 2017

Conforme o que o Senhor manda

"E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles" (Deuteronómio 1:3).

Nos primeiros capítulos do livro de Deuteronómio, Moisés faz um historial da jornada que o povo israelita tinha andado no deserto naqueles 40 anos. A velha geração tinha morrido e uma nova geração precisava ser recordada do que Deus tinha feito no passado. É importante termos memória. Moisés falou aquilo que o Senhor tinha feito e aquilo que Ele lhe tinha falado. A Palavra e a vontade do Senhor são essenciais na nossa vida. Mais do que instruções, a Palavra de Deus revela o caminho para desfrutarmos de uma vida plena e abençoada. A obediência a Deus faz-nos felizes, a ingratidão, a rebeldia e o egoísmo não. A fé em Deus vivifica, a descrença mata. Ouvir, crer, cogitar e viver a Palavra.