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Coagitando | Devocional Bíblico Temático - Reflexões e cogitações sobre a Palavra de Deus
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14 novembro 2017

O Amor personificado

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor." (1 Coríntios 13:13).

Este capítulo 13, que surge no meio da temática dos dons espirituais, desenvolvida nos capítulos 12 e 14, é um hino ao amor. O amor é paciente e bondoso, não é invejoso, nem orgulhoso, não é arrogante, nem grosseiro. O amor não exige. Não é irritadiço e dificilmente suspeita do mal que os outros nos possam fazer. O amor nunca fica satisfeito com a injustiça, mas alegra-­se com a verdade. O amor nunca desiste, nunca perde a fé, tem sempre esperança e persevera em todas as circunstâncias. O amor nunca falha (1 Coríntios 13:4-8). Este amor parece ser utópico e irrealista para nós vivermos. Num certo sentido, é impossível viver este amor sozinho. Este amor é vinculativo. Implica O outro. É divino. Jesus é este Amor personificado. Vive-se e partilha-se numa base de dependência e comunhão com Deus, por Jesus Cristo. Mais do que emoção, é o amor em acção.

Todas as coisas um dia vão passar. A fé, a esperança e o amor de Deus fazem-nos permanecer. O Amor é maior do que todas as coisas. O Amor venceu e vai continuar a vencer. O Amor é eterno.

11 agosto 2017

Deus é melhor que tudo

"Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam." (1 Coríntios 2:9).

Podemos ficar deslumbrados com a beleza deste planeta e com as maravilhosas coisas criadas pelo Senhor, mas nada, mesmo nada, superará o deslumbramento e a admiração que sentiremos quando estivermos perante a face do Deus Altíssimo. As coisas que estão ocultas em Deus são maiores e melhores do que todas as coisas que conhecemos. Este versículo, que é uma alusão a Isaías 64:4, mostra também que aqueles que amam e esperam no Senhor serão recompensados, aqui e na eternidade. Deus continua a trabalhar para e com aqueles que O amam. Aquilo que O Pai é, faz e preparou para nós, será sempre muito melhor do que tudo o que nós podemos imaginar, pensar ou sonhar. Deus é melhor.

09 agosto 2017

Quem me julga é o Senhor

"Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá de Deus o louvor." (1 Coríntios 4:3-5).

Somos muito rápidos a emitir juízos sobre as outras pessoas. Falo contra mim (por exemplo a frase anterior ela própria é um juízo sobre a prática dos juízos). Os líderes normalmente são os mais criticados. A verdade, é que muitos deles põem-se a jeito para que sejam mesmo julgados. Paulo, contudo, diz que não temia nem fazia julgamentos.

Existiam pelo menos três razões para não darmos demasiada importância aos juízos humanos. Primeira - A única Pessoa que nos julga bem é O Senhor. Deus é o único que conhece todos os factos e intenções. Ele é justo juiz. Segunda - Quando andamos em paz e de consciência tranquila, como Paulo andava, não existem razões válidas para nos sentirmos culpabilizados. Terceira - O julgamento é uma coisa futura. Julgar agora é uma precipitação vã. É não entender a vontade e a agenda divina.

03 agosto 2017

Liberdade para não fazer tudo

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam." (1 Coríntios 10:23).

Ao contrário do que muitos imaginam, os cristãos são livres para fazer todas as coisas. A liberdade é ar que o cristão respira. Por outro lado, sabendo o cristão que pode fazer todas as coisas, ele tem consciência que não deve dar lugar na sua vida a todas as coisas. Porquê? Porque nem tudo serve para glorificar a Deus e nem tudo vai abençoar a sua vida e a vida das outras pessoas à sua volta.

O problema não está propriamente nas coisas em si, mas nas consequências que elas provocam. E é certo que todas as coisas e todos os relacionamentos produzem consequências - boas ou más. Sabemos aquilo que nos convém através da Palavra de Deus, pela orientação do Espírito Santo, através de outros irmãos mais maduros na fé, algumas vezes, através das circunstâncias. A sabedoria está em escolher as coisas que nos ajudam a ficar mais firmes na graça de Deus e a rejeitar tudo aquilo que nos escravize, domine ou enfraqueça espiritualmente. Paulo já tinha referido anteriormente nesta carta, "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma" (1 Co 6:12).