"E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça." (Actos 4:32-33).
A morte repentina de Ananias e Safira infundiu reverência, unidade e comunhão na Igreja do primeiro século. A Igreja estava a começar e era preciso começar bem. A verdade, a santidade e a comunhão são fundamentais para o estabelecimento da Igreja. O despreendimento das coisas materiais e a partilha generosa eram uma realidade. A palavra de Deus, a fé e o amor cresciam (At 6:7). O poder do Senhor era real e havia graça abundante.
Estes primeiros momentos da igreja parecem sonhos distantes e até inatingíveis. Não penso que precisamos copiar a forma do modelo inicial da igreja do primeiro século (até porque a conjuntura é muito diferente), mas creio que aquele espírito de partilha, unidade, comunhão e amor deve continuar a ser vividos hoje. A abundante graça manifesta-se sempre naqueles que testemunham do grande poder da ressurreição do Senhor Jesus. Que a graça abundante do Senhor cresça em mim.
Descrição
Coagitando | Devocional Bíblico Temático - Reflexões e cogitações sobre a Palavra de Deus
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24 abril 2018
20 fevereiro 2018
Cooperadores da verdade
" Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz bem é de Deus; mas quem faz mal não tem visto a Deus." (3 João 1:11)
Na sua terceira carta, o apóstolo João fala de 3 homens: Gaio, Diótrefes e Demétrio. Elogia Gaio e Demétrio e denuncia o comportamento deplorável de Diótrefes. O companheiro Gaio mantinha-se agarrado à verdade do Evangelho. Estava a permanecer naquilo que João lhe tinha ensinado. Ao contrário de Diótrefes, que não recebia ninguém, Gaio praticava a hospitalidade e tinha bom testemunho, mesmo da parte dos descrentes.
Diótrefes era o tipo de líder prepotente, tão popular nos nossos dias, aquele que quer protagonismo e destaque, que diz ser o pastor principal, acima de todos e, talvez a pior de todas as características, que se fecha e não deseja a comunhão com outros pastores. Além disso, Diótrefes difamava o ministério de João e dos outros apóstolos. Um líder que se confina em si próprio é um líder bloqueado e separado da verdade do Evangelho.
A carta termina com uma nota sobre Demétrio, que à semelhança de Gaio era um um discípulo exemplar. Todos davam bom testemunho dele e era um exemplo de fé, cooperação e amor.
Guardo para mim neste devocional de hoje, que a verdade está ligada à fé bíblica, à comunhão e ao testemunho. Quem está na verdade não tem comunhão com tudo nem com todos, mas preza a cooperação com o Corpo de Cristo. Quem não quer comunhão com os que dão testemunho da verdade do Evangelho está no erro. Vive no auto-engano.
Na sua terceira carta, o apóstolo João fala de 3 homens: Gaio, Diótrefes e Demétrio. Elogia Gaio e Demétrio e denuncia o comportamento deplorável de Diótrefes. O companheiro Gaio mantinha-se agarrado à verdade do Evangelho. Estava a permanecer naquilo que João lhe tinha ensinado. Ao contrário de Diótrefes, que não recebia ninguém, Gaio praticava a hospitalidade e tinha bom testemunho, mesmo da parte dos descrentes.
Diótrefes era o tipo de líder prepotente, tão popular nos nossos dias, aquele que quer protagonismo e destaque, que diz ser o pastor principal, acima de todos e, talvez a pior de todas as características, que se fecha e não deseja a comunhão com outros pastores. Além disso, Diótrefes difamava o ministério de João e dos outros apóstolos. Um líder que se confina em si próprio é um líder bloqueado e separado da verdade do Evangelho.
A carta termina com uma nota sobre Demétrio, que à semelhança de Gaio era um um discípulo exemplar. Todos davam bom testemunho dele e era um exemplo de fé, cooperação e amor.
Guardo para mim neste devocional de hoje, que a verdade está ligada à fé bíblica, à comunhão e ao testemunho. Quem está na verdade não tem comunhão com tudo nem com todos, mas preza a cooperação com o Corpo de Cristo. Quem não quer comunhão com os que dão testemunho da verdade do Evangelho está no erro. Vive no auto-engano.
13 fevereiro 2018
A jovem bonita que aqueceu o Rei
"Sendo, pois, o rei David já velho e entrado em dias, cobriam-no de vestes, porém não aquecia. Então, disseram-lhe os seus servos: Busquem para o rei, nosso senhor, uma moça virgem, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele, e durma no seu seio, para que o rei, nosso senhor, aqueça." (1 Reis 1:1-2)
Estes primeiros versículos do livro de Reis são peculiares, fizeram-me sorrir. Na verdade, nunca ouvi ninguém pregar sobre eles e nunca li uma meditação sobre esta história. O Rei David, sendo velho, tinha muito frio. Resolveram cobri-lo com muitas vestes mas nem assim David aquecia. Então, os seus servos foram procurar uma moça virgem e bonita para aquecer o friorento Rei. Encontraram a bela sunamita Abisague que aceitou aquecer David. Levantam-se algumas questões: porque é que a sua esposa não o aquecia? Porque é que foi escolhida uma jovem sunamita? Não lemos se o plano resultou inteiramente, mas a Bíblia refere que o rei não teve relações sexuais com ela (v.4).
Sabe-se que este procedimento de aquecer os pés aos friorentos seria normal nos tempos antigos. Hoje o calor humano continua a ser muito importante e necessário. É verdade que a busca precipitada por aquecimento físico tem desgraçado muitas vidas, mas não há dúvida que o ser humano tem carências térmicas e afectivas. Nesta era de aquecimento global e ruído comunicacional, sofre-se de hipotermia relacional. Sofre-se de frieza física e de frieza emocional. O gelo da alma é o pior dos frios. É verdade que o calor humano pode aquecer o corpo, mas a presença do amor intenso de Deus conforta e abrasa a alma.
Estes primeiros versículos do livro de Reis são peculiares, fizeram-me sorrir. Na verdade, nunca ouvi ninguém pregar sobre eles e nunca li uma meditação sobre esta história. O Rei David, sendo velho, tinha muito frio. Resolveram cobri-lo com muitas vestes mas nem assim David aquecia. Então, os seus servos foram procurar uma moça virgem e bonita para aquecer o friorento Rei. Encontraram a bela sunamita Abisague que aceitou aquecer David. Levantam-se algumas questões: porque é que a sua esposa não o aquecia? Porque é que foi escolhida uma jovem sunamita? Não lemos se o plano resultou inteiramente, mas a Bíblia refere que o rei não teve relações sexuais com ela (v.4).
Sabe-se que este procedimento de aquecer os pés aos friorentos seria normal nos tempos antigos. Hoje o calor humano continua a ser muito importante e necessário. É verdade que a busca precipitada por aquecimento físico tem desgraçado muitas vidas, mas não há dúvida que o ser humano tem carências térmicas e afectivas. Nesta era de aquecimento global e ruído comunicacional, sofre-se de hipotermia relacional. Sofre-se de frieza física e de frieza emocional. O gelo da alma é o pior dos frios. É verdade que o calor humano pode aquecer o corpo, mas a presença do amor intenso de Deus conforta e abrasa a alma.
31 janeiro 2018
Falava dele a todos
"E, sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém." (Lucas 2:38).
Quando José e Maria foram apresentar o bebé Jesus ao Senhor, no templo, estava ali a profetiza Ana. Esta mulher viúva, contava quase oitenta e quatro anos, mas não se afastava do templo e do Senhor. Continuamente servia-O com jejuns e orações. Nos nossos dias, continua a haver lugar e ministério para os mais idosos na igreja. Quando ela viu Jesus, porque vivia em comunhão com Deus, percebeu que Ele era o grande Messias redentor. Desde aquela hora, Ana não cessou de dar graças a Deus e de falar dele a todos. Que grande exemplo para cada um de nós. Um extraordinário exemplo de uma vida consagrada ao Senhor e que não cessava de testemunhar do redentor Jesus. Quanto mais em comunhão estivermos com Deus, mais dele falaremos.
Quando José e Maria foram apresentar o bebé Jesus ao Senhor, no templo, estava ali a profetiza Ana. Esta mulher viúva, contava quase oitenta e quatro anos, mas não se afastava do templo e do Senhor. Continuamente servia-O com jejuns e orações. Nos nossos dias, continua a haver lugar e ministério para os mais idosos na igreja. Quando ela viu Jesus, porque vivia em comunhão com Deus, percebeu que Ele era o grande Messias redentor. Desde aquela hora, Ana não cessou de dar graças a Deus e de falar dele a todos. Que grande exemplo para cada um de nós. Um extraordinário exemplo de uma vida consagrada ao Senhor e que não cessava de testemunhar do redentor Jesus. Quanto mais em comunhão estivermos com Deus, mais dele falaremos.
05 julho 2017
A vida eterna por Jesus
"E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." (João 17:3).
Nesta sua oração, Jesus explicou de uma forma clara como se alcança a vida eterna. A vida eterna, não só é uma realidade futura, é um relacionamento que começa no presente. Quando pela sua graça, O Pai se revela como único Deus verdadeiro e a pessoa crê que Jesus Cristo é o único que nos pode salvar, começa a vida eterna. Conhecer Deus e Jesus Cristo é encontrar-se com a Vida. Vida na sua total dimensão e plenitude. Quando conhecemos um vislumbre de Deus e do seu propósito, não significa que negligenciemos a vida terrena, antes, começamos a vivê-la com a realidade e o poder da vida celestial. Vida, na dependência e na comunhão vital com Deus e a sua Palavra. Jesus é a expressão máxima e real desta vida eterna.
Nesta sua oração, Jesus explicou de uma forma clara como se alcança a vida eterna. A vida eterna, não só é uma realidade futura, é um relacionamento que começa no presente. Quando pela sua graça, O Pai se revela como único Deus verdadeiro e a pessoa crê que Jesus Cristo é o único que nos pode salvar, começa a vida eterna. Conhecer Deus e Jesus Cristo é encontrar-se com a Vida. Vida na sua total dimensão e plenitude. Quando conhecemos um vislumbre de Deus e do seu propósito, não significa que negligenciemos a vida terrena, antes, começamos a vivê-la com a realidade e o poder da vida celestial. Vida, na dependência e na comunhão vital com Deus e a sua Palavra. Jesus é a expressão máxima e real desta vida eterna.
30 maio 2017
Sem Cristo não há bons frutos
"Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer." (João 15:5).
Custa-nos admitir que não podemos fazer algo por nós próprios que realmente frutifique. Sem Cristo não há vida espiritual. Assim como um ramo separado da videira não dá uvas, uma vida separada de Deus também não dá frutos espirituais. Para florir é necessário estar bem ligado à Vida. Estar em Cristo é depender dele, não só nas coisas grandes, em tudo. Agir de forma independente, desprezando a comunhão com Cristo e com os nossos irmãos, é a garantia de uma vida infrutífera. Somente quando estamos em estreita união com a Vida, iremos ver e produzir bons frutos. Sem Cristo não podemos nada; Em Cristo tudo é possível.
Custa-nos admitir que não podemos fazer algo por nós próprios que realmente frutifique. Sem Cristo não há vida espiritual. Assim como um ramo separado da videira não dá uvas, uma vida separada de Deus também não dá frutos espirituais. Para florir é necessário estar bem ligado à Vida. Estar em Cristo é depender dele, não só nas coisas grandes, em tudo. Agir de forma independente, desprezando a comunhão com Cristo e com os nossos irmãos, é a garantia de uma vida infrutífera. Somente quando estamos em estreita união com a Vida, iremos ver e produzir bons frutos. Sem Cristo não podemos nada; Em Cristo tudo é possível.
12 maio 2017
Tocar a Palavra da vida
"O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão connosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra." (1 João 1:1-4).
Os Apóstolos tocaram a Palavra da vida. Na era em que a imagem é adorada, os cristãos devem continuar a tocar e a anunciar a Palavra. O Logos da Vida plena, O Jesus que era desde o princípio, fez-se carne e habitou entre nós. A Palavra viva foi ouvida, vista, contemplada, tocada e espalhada. Graças a Deus que chegou até nós. A comunhão e o poder que resulta deste contacto espiritual transforma-nos e renova-nos. Quando pensamos demasiado nos problemas da nossa vida ficamos tristes, quando tocamos, pela fé, na Vida da Palavra, a alegria invade o nosso ser. O nosso desafio diário é continuar a tocar O Verbo.
Os Apóstolos tocaram a Palavra da vida. Na era em que a imagem é adorada, os cristãos devem continuar a tocar e a anunciar a Palavra. O Logos da Vida plena, O Jesus que era desde o princípio, fez-se carne e habitou entre nós. A Palavra viva foi ouvida, vista, contemplada, tocada e espalhada. Graças a Deus que chegou até nós. A comunhão e o poder que resulta deste contacto espiritual transforma-nos e renova-nos. Quando pensamos demasiado nos problemas da nossa vida ficamos tristes, quando tocamos, pela fé, na Vida da Palavra, a alegria invade o nosso ser. O nosso desafio diário é continuar a tocar O Verbo.
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