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Coagitando | Devocional Bíblico Temático - Reflexões e cogitações sobre a Palavra de Deus
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20 novembro 2019

Tempo para edificar

"É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta?" (Ageu 1:4).

Muitos judeus já tinham retornado do cativeiro que foram sujeitos durante 70 anos na Babilónia. Agora, estavam empenhados em construir, reparar e adornar as suas casas. O profeta Ageu é usado por Deus para lhes lembrar da necessária reedificação do templo do Senhor. A exortação é dirigida em primeiro lugar aos líderes de Judá: Zorobabel, o governador e a Josué, o sumo sacerdote.

As prioridades trocadas na nossa vida causam-nos muitos problemas e embaraços. Não é errado cuidar das nossas casas e famílias, o mal é quando isso nos desvia da adoração e do serviço ao Senhor. Os líderes têm responsabilidade acrescida na casa do Senhor, por isso devem ser os primeiros a dar o exemplo buscando e servindo a Deus em primeiro lugar. Hoje continua a ser tempo de reconstrução e edificação, para a glória de Deus.

08 novembro 2019

Servir a Deus ou aos deuses?

"Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egipto, e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor." (Josué 24:15).

No livro de Josué lemos acerca da ocupação da terra de Canaã, que foi dada por Deus ao povo de Israel. Embora ainda faltasse conquistar algumas terras, nesta altura, a maior parte já estava ocupada. Josué estava velho e perto da morte. Neste capítulo 24 Josué reuniu o povo para renovar a aliança de Deus com Israel e reafirmar a sua confiança em Deus.

Temer ao Senhor e servi-lo com sinceridade e verdade implica eliminar os deuses que procuram alojar-se no nosso coração. Não podemos servir a dois senhores, "porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro" (Mateus 6:24). Não podemos servir a Deus e aos deuses ao mesmo tempo. A escolha de servir somente O Senhor Deus é pessoal mas afecta a família, a igreja e até as nações.

O Deus de Josué é o nosso Deus. Somos responsáveis por incentivar e ajudar a nossa família a adorar e a servir a Deus. Cristo derramou o sangue da nova aliança para que, eu e a minha casa, sirvamos ao Senhor.

30 março 2019

Deus usa quem Ele quer

"As palavras de Amós, que estava entre os pastores de Tecoa, o que ele viu a respeito de Israel, nos dias de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel, dois anos antes do terremoto." (Amós 1:1)

Amós era um agricultor e pastor de ovelhas em Tecoa, na Judeia. Não sendo de linhagem sacerdotal ou profética, Deus chama-o com a missão de profetizar o juízo que viria sobre Israel, Judá e as nações vizinhas. O livro de Amós foi escrito provavelmente entre 760 e 753 AC. É uma convocação ao arrependimento e à obediência a Deus. Também é um texto de denúncia religiosa, social, política e um clamor por justiça e equidade. O terremoto mencionado neste primeiro versículo aconteceu no reinado de Uzias e é aludido por Zacarias (Zc 14:5).

Com Amós percebemos que Deus levanta quem Ele quer para anunciar os seus juízos e realizar a sua obra. Sejam pobres ou ricos, indoutos ou doutorados, Deus continua hoje a usar pessoas para a Sua glória.

17 abril 2018

Despertamento divino

"Então, se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim, e os sacerdotes, e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a Casa do Senhor, que está em Jerusalém." (Esdras 1:5).

Os livros de Esdras e de Neemias surgem na seguimento dos acontecimentos do livro de Crónicas. Um grupo de judeus tinha sido levado cativo para a Babilónia (entre 605 e 586 A.C.) e agora, Deus estava chamá-los de volta para Israel. Lemos em Esdras 1:1 que Deus despertou Ciro, o rei da Pérsia, no sentido de permitir a saída para a edificação dos muros e do templo em Jerusalém. O Senhor despertou os líderes, os sacerdotes, os levitas e o povo para a edificação da Casa do Senhor. É Deus quem desperta os corações.

Zorobabel conduziu o primeiro grupo no início do império persa (cerca de 536 A.C.) e quase 80 anos depois, Esdras foi com um grupo menor. Esdras também dispôs o seu coração para buscar a Lei do Senhor e para a cumprir e ensiná-la em Israel (7:10). O escriba e sacerdote Esdras é um bom exemplo para nós. Devemos ter um coração disposto a obedecer a Deus e ensinar a Sua Palavra.

Esta simbiose de Deus em despertar corações para que se disponham para Ele é fundamental na edificação da obra do Senhor. É Deus quem nos desperta, somos nós que temos que nos dispor para Deus e para o seu serviço.

31 janeiro 2018

Falava dele a todos

"E, sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém." (Lucas 2:38).

Quando José e Maria foram apresentar o bebé Jesus ao Senhor, no templo, estava ali a profetiza Ana. Esta mulher viúva, contava quase oitenta e quatro anos, mas não se afastava do templo e do Senhor. Continuamente servia-O com jejuns e orações. Nos nossos dias, continua a haver lugar e ministério para os mais idosos na igreja. Quando ela viu Jesus, porque vivia em comunhão com Deus, percebeu que Ele era o grande Messias redentor. Desde aquela hora, Ana não cessou de dar graças a Deus e de falar dele a todos. Que grande exemplo para cada um de nós. Um extraordinário exemplo de uma vida consagrada ao Senhor e que não cessava de testemunhar do redentor Jesus. Quanto mais em comunhão estivermos com Deus, mais dele falaremos.

18 novembro 2017

Ele é mais forte do que eu

"E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias." (Marcos 1:7).

O Evangelho de Marcos começa com a história resumida de João Baptista, o percursor de Jesus. Os profetas tinham predito que uma voz iria clamar no deserto e prepararia o caminho do Messias (Is 40:3; Ml 3:1). João Baptista foi esse homem bizarro. O seu púlpito era o deserto, pregava que todos se deviam arrepender dos seus pecados, baptizava os arrependidos, vestia-se de forma estranha e comia gafanhotos com mel. Mas aquele que foi o maior dos profetas sabia que, Aquele que viria após ele, seria incomparavelmente superior. Nestes tempos em que se cultua tanto o EU e a personalidade, mesmo nos círculos religiosos, João tinha a percepção clara da sua fraqueza e indignidade. O orgulho é incompatível com o cristianismo. Quando se vive, anuncia e prega as boas novas de Cristo, deve estar sempre presente o desejo joanino: "É necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30). Jesus Cristo é muito mais forte do que eu.

18 julho 2017

Trabalhai enquanto há tempo

"Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes, fazendo coisas vãs." (2 Tessalonicenses 3:11).

Alguns crentes na cidade de Tessalónica, a pretexto da iminente vinda de Jesus, estavam a deixar os seus trabalhos e a fazer coisas vãs. Paulo já os tinha exortado anteriormente que nunca deixassem de trabalhar (1 Ts 4.11,12). Também nesta área, o Apóstolo tinha sido um grande exemplo para eles: ao mesmo tempo que pregava e ensinava as igrejas, Paulo continuava a trabalhar, fazendo tendas.

Hoje, continua a existir muita gente que não quer trabalhar. Alguns porque não conseguem arranjar emprego, outros porque são preguiçosos. Infelizmente há jovens que não querem estudar, não tencionam trabalhar e muitos menos pensam em servir. Vivem agarrados aos telemóveis, às redes sociais, às séries e a outras futilidades e superficialidades que pululam nestes dias. Desperdiçar tempo em coisas vãs é desperdiçar a vida. A ociosidade leva ao pecado. As coisas vãs também. Quem não quer trabalhar, que também não coma. Que Deus nos ajude a trabalhar enquanto há tempo (João 9.4).

26 maio 2017

A bênção da Ascenção

"E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém!" (Lucas 24:50-53).

É significativo que o Evangelho segundo Lucas termine com a Ascenção de Jesus. Antes de ser elevado ao céu, Jesus abençoou os seus discípulos. Esta bênção final encheu-os de grande alegria. A consequência da bênção e da visão marcante da Ascenção de Cristo foi que os discípulos perseveram no culto e serviço do Senhor, com um coração cheio de louvor, alegria e gratidão. A bênção do Senhor impele-nos sempre à adoração e ao serviço.

Uma das razões porque a Ascensão de Jesus é muito importante, é porque ela aponta para o Seu retorno. Quando Jesus retornar Ele voltará assim como foi, ou seja, de forma literal, corpórea e visível nas nuvens (Actos 1:11, Mateus 24:30, Apocalipse 1:7). Até isso acontecer, sirvamos a Deus com alegria e fervor. Maranata!